21/agosto estaremos na Sala Principal do TCA

Apresentação única e especial. Venha conferir. 

Dia 21/agosto/2011, na Sala Principal do TCA, 20h.
Ingressos à venda na bilheteria do Teatro Castro Alves, SACs Barra e Iguatemi. Valores: R$30 (inteira) e R$15 (meia entrada). Garanta já o seu porque o público promete lotar o TCA para prestigiar a sessão especial de Namíbia, não!.

Destaque na revista Raça Brasil do mês de julho/2011

Com chamada na capa e matéria da repórter Marla Rodrigues, Namíbia, não! está em destaque na Raça Brasil deste mês. O complemento, claro, pautado por um assunto tão polêmico, foi a entrevista exclusiva do nosso diretor Lázaro Ramos.

Quer saber mais? Confere aqui: http://racabrasil.uol.com.br/cultura-gente/155/artigo219326-1.asp porque a íntegra mesmo está na revista impressa, já nas bancas. 😉

Programa Aprovado

Oi, pessoal.


Hoje cedo o Aldri Anunciação, nosso ator e dramaturgo, foi até a Rede Bahia participar da gravação do Aprovado, programa focado nos estudantes dos níveis médio e secundário de Salvador.

Foi muito bacana falar do texto de Namíbia, não!, da repercussão que o mesmo vem causando entre os estudantes de direito (e de outras áreas também) e de como o assunto tem levado as pessoas ao teatro, lotando todas as temporadas do espetáculo.

O bate-papo com Jackson Costa vai ao ar dia 18/junho, a partir das 8h, na TV Bahia. Mas se você não quiser esperar, é só ir conferir a gente no Teatro Vila Velha, de sexta a domingo, sempre às 20h. Te esperamos.

Namíbia, não faz promoção para estudantes da rede pública

A novidade da temporada que estreia hoje no Teatro Vila Velha é que os 30 primeiros alunos das instituições públicas de ensino pagarão apenas R$10 para assistir Namíbia, não!. Basta apresentarem carteira de estudante ou comprovante de matrícula de uma escola ou faculdade pública para obter o descontoA ação objetiva provocar o debate sobre as questões sociais e ampliar o acesso da plateia que deseja conferir a montagem do premiado texto de Aldri Anunciação.
*promoção exclusiva para estudantes da rede pública de ensino
*serão permitidos apenas 30 ingressos a R$10,00 por sessão.

A seguir, confira entrevista do diretor Lázaro Ramos e dos atores Aldri Anunciação e Flávio Bauraqui ao programa Mosaico Baiano, da TV Bahia, onde contam detalhes da peça:




Rumo à terceira temporada. Agora no Teatro Vila Velha

  
                                                                                                                                                                                    Flávio Bauraqui e Aldri Anunciação em cena de Namíbia, não! foto: Comunika Press          


Teatro é o mesmo que revelou o diretor da peça, o também ator Lázaro Ramos; reestreia terá pocket show do grupo BaianaSystem após a sessão e temporada faz preço especial para estudantes da rede pública de ensino.

Sucesso de público nas 2 primeiras temporadas realizadas na capital baiana, a peça Namíbia, não! agora tem como novo lar: o palco do histórico Teatro Vila Velha, local que revelou o diretor do espetáculo, Lázaro Ramos, formado no Bando de Teatro Olodum. O espetáculo fica em cartaz a partir desta sexta-feira, dia 3, até 10 de julho. As sessões acontecem de sexta a domingo, sempre às 20h.

Para celebrar o início da nova temporada, a primeira sessão terá a participação do grupo BaianaSystem, que fará um pocket show ao fim da apresentação dos atores. Esta escolha deu-se por causa da utilização de uma das músicas do grupo na trilha do espetáculo, Jah Jah Revolta, que será tocada ao vivo no encerramento da sessão.

Projeto idealizado pelo guitarrista Robertinho Barreto, o BaianaSystem vem ganhando destaque local e nacional pela sua inovadora mistura de sons urbanos com a guitarra baiana, atualizando as possibilidades deste instrumento para além da música voltada apenas ao carnaval.



Diretor Lázaro Ramos, atores Aldri Anunciação e Flávio Bauraqui, e músicos do BaianaSystem

foto: Comunika Press

SERVIÇO
3a temporada do espetáculo Namíbia, não!
de 3 de junho a 10 de julho/2011
Teatro Vila Velha [Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público, Campo Grande, Salvador (71) 3083-4600]
às sextas, sábados e domingos, sempre às 20h
ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia entrada), à venda no local [bilheteria abre às 18h. O público pode comprar entradas antecipadas para sessões dos outros dias]
PROMOÇÃO: Os 30 primeiros estudantes de escolas e universidades públicas pagarão R$10,00.

Verbo 21 – Cultura e Literatura – por Cacilda Póvoas

#texto extraído da revista Verbo 21
“Sexta, dia 15 de abril assisti “Namíbia, não”, de Aldri Anunciação, chorei e ri. Muitos falam reprovando o fim que não é o fim, mas isso é o que eu mais gosto na peça. Não, essa história não acabou. Quando todos acham que é o fim – eis uma história bem fechada – ela se abre, ainda não acabou. Foi só um sonho, mas a realidade se mostra muito mais onírica. Em pleno Rio de Janeiro neva, para que fique tudo branquinho. Obrigada, Aldri, em tempos de declarações nefastas de Bolsonaro é preciso estar atento e forte, é preciso trazer para a pauta a pergunta “O que é uma política de reparação?” Essa situação absurda e surreal, tão absurda para mim, quanto nevar no Rio de Janeiro, é plausível para muitas pessoas. Foi a solução encontrada pelo governo Inglês no século XVIII, mandar de volta para a África os negros de Londres e Liverpol (“Uma Breve História do Brasil”, de Mary Del Priore e Renato Venancio, página 182).
Essa realidade bem urdida por Aldri, que explica essa atitude extrema do governo brasileiro como uma reação a causa que obrigou os cofres público a indenizar os descendentes de escravos, se quebra. Quando tudo parece razoável e o espectador se sente diante de uma realidade que é espelho da sua, neva no Rio de Janeiro e eu ouço o dramaturgo me dizendo, parece mentira, mas é verdade, querem branquear o Brasil. Com isso já estava preocupado Mário de Andrade em 1941, quando escreve para Cecília Meirelles (Cecília e Mário, página 295), pedindo que lhe esclareça “sobre os projetos arianizadores do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda)”.
No século XIX Joaquim Nabuco já estava pensando nessa política de reparação, quando ainda se discutia a abolição da escravatura, como fazer, ou porque não fazer. Mas naquela época o governo brasileiro se preocupou com a indenização dos proprietários de escravos, não com a reparação aos escravizados. Mas mesmo essa indenização não saiu (“Uma Breve História do Brasil”, página 210), Aldri, parece que o Brasil não era muito bom pagador. De uns tempos pra cá, além de ter pago a dívida monetária internacional, o Brasil começa a se movimentar para pagar outras dívidas mais antigas e mais complexas. Mais complexas porque não podem ser traduzidas apenas em números.”