2a temporada acontece no Teatro Martim Gonçalves

Depois do sucesso obtido na 1a temporada, com lotação esgotada da estreia ao encerramento na Sala do Coro do TCA, Namíbia, não! retoma suas apresentações agora no Teatro Martim Gonçalves, Escola de Teatro da UFBA, Canela. 

De sexta a domingo, sempre às 20h. 
Esperamos vocês 
🙂

Texto de Lázaro Ramos para o encerramento da temporada na Sala do Coro do TCA

*escrito dia 1º/maio/2011:


                                          foto: Sandra Delgado


Hoje é o último dia de Namíbia, não! no Teatro Castro Alves. Ficamos muito felizes com a temporada e com a recepção que a sala do coro nos deu. Obrigado. Foi bom perceber que o espetáculo de uma maneira bem humorada conseguiu provocar reflexões.


Muito foi dito sobre Namíbia,não! nesses meses. Inclusive besteiras. Disseram que o atrativo do espetáculo era Flávio Bauraqui e eu sermos de televisão, mas esta é uma visão curta e desrespeitosa, já que tanto eu quanto Flávio somos cozidos nos palcos, e eu até hoje digo que estou emprestado ao mundo, mas sou do teatro. Disseram que o texto “isso ou aquilo”, mas tenho de afirmar que me orgulho muito de estar junto a Aldri nesta sua bela estreia como autor teatral.

Eu acredito que o interesse das pessoas por Namíbia,não! deu-se principalmente por causa do tema. Mas falar dessa pequena parcela (besteiras alheias) é ser injusto com tudo de bom que escutamos e recebemos de quem viu o espetáculo.

Da estreia ao encerramento, a nossa plateia esteve sempre cheia. Esse é um motivo de alegria, pelo qual temos de agradecer. Afinal, nesses tempos tão difíceis de provocar interesse por um espetáculo de teatro, Namíbia, não! cumpriu muito bem seu objetivo.

Muitos sorriram. Discussões sobre a temática foram travadas. Meus queridos amigos Aldri e Flávio cresceram a cada apresentação. A equipe técnica e de divulgação se empenharam para levar o nosso melhor possível até o público. Que bom!

O espetáculo não desejar ser ‘a resposta’, mas sim uma pergunta. E a provocação é para que o público reflita sobre o tema. As perguntas vieram. A principal foi: será que existem apenas dois pontos de vista ao falarmos de negritude no Brasil?

Criamos Namíbia,não! com o nosso melhor possível. Acima de tudo, com o respeito ao teatro. Fomos à luta e demos a cara a tapa. Muito bom ter a oportunidade de realizar e se jogar no risco – que é estar no palco e não apenas falando sem agir. Ou sem a possibilidade disso. Porque teatro se faz é no palco.

No programa do espetáculo temos vários textos. Ficamos na dúvida se publicávamos o que foi escrito por um dos nossos incentivadores, o ator Sérgio Brito, pois é um texto triste. Sugiro a quem tiver o programa impresso do espetáculo ler o texto de Sérgio. Ele ofereceu o texto ao amigo que morreu. Hoje também ofereço Namíbia, não! à memória desse amigo de Sérgio. Um cara que nos estimula a não parar e a sempre escolher o teatro.

Não podemos parar. Aprendemos muito com essa primeira temporada. Algumas mudanças foram feitas e queremos continuar. Por isso estamos indo para o teatro Martim Gonçalves a partir da próxima semana, dia 6/maio.

Obrigado por todas as mensagens carinhosas. Obrigado pelos conselhos respeitosos e que continuemos a amar o teatro.
Lázaro

A importância do patrocínio à arte no Brasil








Desde 17/março, quando realizamos a pré-estreia para imprensa e convidados de Namíbia, não! temos sido recebido por uma plateia muito especial. Aos longo do período, além do público do teatro, dos amigos, familiares, artistas e diferentes personalidades, fomos vistos por centenas de funcionários dos Correios, nossa empresa patrocinadora.


Ações de patrocínio são fundamentais para a realização e incentivo da cultura no Brasil, permitindo que projetos como o nosso sejam executados e que assim promovamos a diversão e reflexão social. Graças à leis de responsabilidade sócio-cultural, Namíbia,não! pode estrear na Sala do Coro do Teatro Castro Alves com toda a plenitude. Queremos agradecer a iniciativa dos Correios, ressaltando que, sem esta parceria, não conseguiríamos realizar a 1a temporada do espetáculo, que se encerra neste final de semana.


A partir de 6/maio estaremos no Teatro Martim Gonçalves (Escola de Teatro da Ufba, Canela) e, contando novamente com o apoio dos Correios, seguiremos levando nossas reflexões – recheadas de humor – ao público que prestigia nossas sessões.
Aos Correios, o nosso carinho e muito obrigado.

Como foi preparar Namíbia, não!*

“Encarar Namíbia, não! me gerou um reencontro com o teatro, a estreia como diretor de espetáculo adulto e, principalmente, um pulo no abismo dessa aventura louca de criar esse universo tão próximo/distante que é o apartamento que confina não só a André e Antônio, mas a todos nós.Com o texto deste espetáculo, Aldri consegue falar com simplicidade sobre um assunto que está nas nossas vidas. Às vezes como pano de fundo; outras vezes mais presente do que um tapa.

Muitos contam suas versões de mundo, mas, ter como autor, um ator com todas as características que tem o nosso, faz a gente perceber como é importante a diversidade de depoimentos enquanto valor na construção da história das nossas dramaturgias.

A escritora nigeriana Chimamanda Adichie nos alerta sobre “O perigo da história única”. Digo que Namíbia, não! me encantou ao primeiro olhar e assim me ofereci para dirigir. Hoje só tenho a agradecer à entrega e generosidade de Aldri e Flavinho (dois atores inspiradores e amigos amados), a Ana Paula Bouzas (peça fundamental em cada ideia, duvida ou certeza) e também à toda a equipe que felizmente é grande o suficiente para que eu não consiga citar todos. Obrigado pela confiança e talento Jorginho, Pilar, Rodrigo, Filipe, Caio, Socorro, Arto, Marta, Laura…(pessoal, peço que leiam nossa ficha técnica).

Encontramos o nosso lugar. O nosso lugar é onde sonhamos estar. Que bom todos nós estarmos sonhado Namíbia, não! juntos”.
*Lázaro Ramos, diretor