Como foi preparar Namíbia, não!*

“Encarar Namíbia, não! me gerou um reencontro com o teatro, a estreia como diretor de espetáculo adulto e, principalmente, um pulo no abismo dessa aventura louca de criar esse universo tão próximo/distante que é o apartamento que confina não só a André e Antônio, mas a todos nós.Com o texto deste espetáculo, Aldri consegue falar com simplicidade sobre um assunto que está nas nossas vidas. Às vezes como pano de fundo; outras vezes mais presente do que um tapa.

Muitos contam suas versões de mundo, mas, ter como autor, um ator com todas as características que tem o nosso, faz a gente perceber como é importante a diversidade de depoimentos enquanto valor na construção da história das nossas dramaturgias.

A escritora nigeriana Chimamanda Adichie nos alerta sobre “O perigo da história única”. Digo que Namíbia, não! me encantou ao primeiro olhar e assim me ofereci para dirigir. Hoje só tenho a agradecer à entrega e generosidade de Aldri e Flavinho (dois atores inspiradores e amigos amados), a Ana Paula Bouzas (peça fundamental em cada ideia, duvida ou certeza) e também à toda a equipe que felizmente é grande o suficiente para que eu não consiga citar todos. Obrigado pela confiança e talento Jorginho, Pilar, Rodrigo, Filipe, Caio, Socorro, Arto, Marta, Laura…(pessoal, peço que leiam nossa ficha técnica).

Encontramos o nosso lugar. O nosso lugar é onde sonhamos estar. Que bom todos nós estarmos sonhado Namíbia, não! juntos”.
*Lázaro Ramos, diretor

7 respostas para “Como foi preparar Namíbia, não!*”

  1. Estou aqui em Feira de Santana ouvindo a entrevista dos atores dessa peça através da Rádio Sociedade da Bahia, via internet. Desejo muito sucesso a todos vocês e espero que através da arte seja possível combater tanto preconceito e discriminação que existe em nossa sociedade. Um grande abraço!!!

  2. Tive o prazer de assistir ontem acompanhando minha filha no seu grupo de Humanas do colégio. Fiquei muito feliz com o que vi. Um dos textos mais instigantes e criativos para o teatro dos últimos tempos. Surreal, mas cheio de possibilidades! Ótimas interpretações de Aldri e Flávio e a direção de Lázaro deu o tom certo de tudo que um espetáculo teatral precisa ter: drama, humor, intensidade. A cenografia também é um show à parte. Funcional e metafórica. Gostei muito e recomendo a todos!

  3. Carlos, seu filho pode assistir, eu acho. Não achei nada de tão forte.
    O auge é a cena de Bauraqui de sunga. Super em forma, por sinal, rs.
    Agora, falando sério, a peça é incrível! Fui do Rio a Salvador só pra ver e valeu muuuuito a pena. Toca na pele, literalmente. Faz rir, faz chorar, faz, sobretudo, pensar!
    Melaninas orgulhosamente acentuadíssimas! Amei!!!

  4. Incrível!
    consegue expressar um tema bastante explorado de uma forma pouco cliché e extremamente bem elaborada, sem tornar-se em nenhum momento excessiva, mas trazendo-nos reflexões profundas sobre o que realmente somos e sobre tolerância.
    Muito obrigado por esse trabalho!

  5. Adorei a peça realmente um texto muito inteligente, que se refere a relação do Brasil com a África, ultrapassando a esfera academica.
    Estão de parabens, fico muito agradecido por terem apresentado uma maneira de assinalar as questões que acaompanha grande parte da população brasileira.

  6. Geeentee, parabéns pelo lindo trabalho!Tive o prazer de assistir a peça hoje com o meu noivo e fiquei maravilhada.Arrasaram em todos os aspectos, e o público bastante diversificado.
    Que Deus os abençoe! Sece$$os sempre!

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