Aldri Anunciação recebe Comenda do Mérito Cultural do Governo do Estado da Bahia

O ator, dramaturgo e produtor baiano Aldri Anunciação, autor de Namíbia, Não!, vencedor em Primeiro Lugar do Prêmio Jabuti de Literatura – Ficção Juvenil 2013 e idealizador da Mostra Nova Dramaturgia da Melanina Acentuada, será agraciado na noite de hoje, em cerimônia no Teatro Castro Alves, com a Comenda do Mérito Cultural – Categoria Júnior, oferecida pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia. A comenda foi criada este ano e irá premiar personalidades e instituições de destaque na cultura baiana em três categorias: Júnior, Sênior e Póstuma. Ao todo serão 30 personalidades e instituições homenageadas, sendo 10 em cada categoria.

Aldri Anunciação na noite de entrega do Prêmio Jabuti de Literatura – Ficção Juvenil em São Paulo em 2013. Aldri venceu em primeiro lugar e figura entre os poucos bainos laureados pelo prêmio mais tradicional da literatura brasileira em seus 55 anos de história. 

Aldri Anunciação ministra oficina de dramaturgia em Vitória – ES

Foto: Ricardo Simões

Aldri Anunciação (Namíbia, Não! e Prêmio Jabuti de Literatura) estará em Vitória, Espirito Santo de 04 a 06/08 em uma ação do Ciclo de Dramaturgos do Festival do Teatro Brasileiro.
No primeiro dia falará sobre suas peças, histórico, processo de criação e haverá também a leitura de trechos de seus espetáculos. Nos dias subsequentes irá propor exercícios para que os participantes desenvolvam seus próprios textos.

Informações no site:

http://festivaldoteatrobrasileiro.com.br/ciclo-de-dramaturgos-es/

Temporada no teatro Eva Herz

Sextas e sábados – 20h
Teatro da Livraria Cultura  – Salvador Shopping

Sexta: R$40 (inteira)*
Sábado: R$50 (inteira)*

*meia-entrada válida para idosos acima de 65 anos, assinantes do Clube Correio*, estudantes com carteira ou comprovante de matrícula e demais casos previstos em lei.

De volta a Salvador

Dias 27 e 28 de julho estaremos na Sala Principal do Teatro Castro Alves, às 21h.
As sessões da peça – que agora vai virar filme – serão marcadas pela consulta ao público sobre “qual cena você quer ver no cinema?”. O roteiro está sendo adaptado por Sérgio Machado (diretor dos longas “Cidade Baixa” e “Quincas Berro D’Água”), Aldri Anunciação (autor premiado pelo texto do espetáculo) e João Rodrigo Matos (diretor do longa “Trampolim do Forte”).

Os ingressos estão à venda nas bilheterias do TCA e SACs dos shoppings Barra e Iguatemi. Os preços são promocionais e variam conforme a disposição das poltronas.
Corra e garanta logo o melhor lugar!!

Trilogia do Confinamento

Foi a revelação-surpresa que fez Aldri Anunciação, autor da peça, para o público durante bate-papo que antecedeu o lançamento do livro Namíbia,Não!, dia 29 de março, na Sala do Coro do TCA, em Salvador. 


Durante a conversa, Aldri, que assina pela primeira vez o texto de um espetáculo, explicou como resolveu encarar este desafio. “As ideias são como pessoas, elas batem à sua porta. Quando essa chegou, pensei que tinha batido na porta errada, mas achei a ideia simpática, procurei autores e apresentei a proposta. Muitos achavam interessante, mas perigosa, pelo fato de misturar comédia com racismo. Alguns autores saiam pela tangente, até que eu me dei conta de que estava procurando um autor especifico, que era eu mesmo”, revelou.

Namíbia,Não! no “Domingo no TCA”

Ótima oportunidade para Salvador matar a saudade e rever Namíbia,Não!. Dia 4 de março, o espetáculo que foi sucesso de público e recebeu inúmeros elogios da crítica teatral nacional, se apresentará na sala principal do Teatro Castro Alves, às 11h, com ingressos custando apenas R$1.


Em 2011, Namíbia,Não! foi a peça de teatro mais vista na Bahia. Além disso, fez 3 incursões ao Rio de Janeiro. A última, uma pequena temporada no Oi Futuro Ipanema, em novembro, lotou todas as sessões. 

O TCA nos informa que a procura pelos ingressos já começou. Mas a venda acontece só no dia do evento, a partir das 9h, na bilheteria do próprio teatro, com acesso imediato à plateia. Chegue cedo e garanta logo o seu.

Yvonne Maggie comenta a peça na sua coluna no G1

Yvonne Maggie é colunista do Portal G1. Professora titular do Departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ e autora dos livros “Guerra de orixá”, editado pela Zahar, e “Medo do feitiço”, publicado pelo Arquivo Nacional. Coautora dos livros “Raça como retórica” e “Divisões perigosas”, ambos pela Civilização Brasileira. 


Ela viu Namíbia,Não! durante temporada no Oi Futuro Ipanema e escreveu o texto-comentário a seguir:


http://g1.globo.com/platb/yvonnemaggie/2011/12/09/%E2%80%9Cnamibia-nao%E2%80%9D/



Programa Almanaque

Será na madrugada de sábado para domingo a exibição da entrevista do Lázaro Ramos para o programa Almanaque, à meia-noite, na Globo News.
Para a apresentadora Mônica Sanches, Lázaro falou sobre seu novo longa-metragem, a reconhecida carreira de ator e sua estreia como diretor de Namíbia, Não!.
Madrugada de domingo, 4/dezembro, à meia-noite, na Globo News (a que nunca desliga) 😉

ver nota: http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2011/11/lazaro-ramos-ja-atuou-em-20-filmes-e-nao-perde-o-jeito-baiano.html

Estreia no Rio é capa do caderno de cultura do Jornal O Globo

RIO – Passava das quatro da manhã quando ele foi dormir. Acordou três horas depois, tomou a ponte aérea e aterrissou no Rio. Era terça-feira, véspera de feriado, seu aniversário de 33 anos. Com o filho de quatro meses aguardando em casa, Lázaro Ramos queria sossego.
– Daqui eu vou pra casa dormir. Ontem, um jornalista me perguntou sobre o filme novo e eu comecei a falar sobre a peça. Tá uma confusão danada…


Direto da pré-estreia do longa “Amanhã nunca mais”, de Tadeu Jungle, na última segunda-feira, em São Paulo, o ator emendava o trabalho para falar de “Namíbia, não!”, montagem que marca a sua estreia na direção teatral e toma o palco do Oi Futuro Ipanema a partir desta sexta-feira, às 21h.

– Dirigir teatro não é um planejamento de carreira, assim como ser escritor de livro e de peça infantis não foi um plano – diz Lázaro, autor do livro “A velha sentada” e da peça “Paparutas”. – Sou essencialmente um ator, mas há projetos em que me sinto mais útil como diretor ou exercitando meu olhar através de outra linguagem. Me ofereci para dirigir porque essa peça traz elementos que eu já venho trabalhando, uma maneira de tratar a questão racial com humor e pegada contemporânea.

Formado como ator pelo Bando de Teatro Olodum, nos anos 1990, grupo dirigido por Márcio Meirelles, e revelado ao país também sobre o palco, em “A máquina”, dirigida por João Falcão, Lázaro define sua faceta de diretor como uma fusão das duas vertentes que marcaram o início da sua carreira.
– O Bando de Teatro formou um ator-autor, opinativo, que tem aspirações a partir de reflexões sociais e políticas, assim como o João Falcão me despertou para um teatro lúdico. É aí que eu encontro a boa mistura.

Com 20 filmes, 15 peças e 15 novelas em 18 anos de carreira, Lázaro poderá ser visto nos cinemas na próxima sexta-feira, quando estreia “Amanhã nunca mais”. Até o fim do ano, ele chega também ao circuito europeu no longa angolano “O grande Kilapy”, de Zezé Gamboa (diretor de “O herói”, premiado em Sundance). E, ano que vem, começa a rodar o novo filme de Cacá Diegues, baseado em “O Grande Circo Místico”, poema de Jorge de Lima que virou musical com canções de Chico Buarque e Edu Lobo em 1983. Junto com o cinema e o teatro, Lázaro ainda volta aos estúdios na próxima terça-feira para gravar a oitava temporada do programa “Espelho”, do Canal Brasil. Projetos que o livram de um estado de “obsolescência artística”, como diz:
– Tenho medo de ficar obsoleto, de me ater a ideias definidas numa profissão que oferece tantas possibilidades. A pesquisa desse espetáculo e o filme fazem sentido para mim. Neles, não recorro ao que já sei fazer. Às vezes, o que você já sabe fazer não é o que de melhor um ator pode viver ou tem a oferecer. Por isso, eles são a minha fuga da obsolescência.

A experiência como ator, ele garante, trouxe desafios ao diretor:
– O primeiro é não imaginar o que eu faria em cena, mas sim usar o afeto para estimular o ator. Aprendi isso com o Karim (Aïnouz, diretor do filme “Madame Satã”, em que Lázaro viveu o protagonista, em 2002).

Escrita por Aldri Anunciação, que também atua na peça, ao lado de Flávio Bauraqui, “Namíbia, não!” conjuga dispositivos políticos e cômicos para abordar a situação dos afrodescendentes no Brasil olímpico do ano 2016. O texto trata de preconceito racial, mas toma como dominante o caminho da construção da identidade e da subjetividade dos personagens. A partir de uma carpintaria teatral que Lázaro usa como um paralelo de “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, um estudante de Direito e um advogado se escondem, na expectativa amedrontada de serem descobertos e expulsos do país. Crime, ilegalidade, contravenção… Nada disso. O contexto imaginado por Aldri avança quando o advogado decide processar o Estado, exigindo uma contrapartida financeira pelos crimes históricos cometidos contra os negros.

– O Aldri tomou como base valores estipulados em medidas para compensar judeus e japoneses (pelas perdas na Segunda Guerra). Mas o governo conclui que a reparação financeira é inviável e resolve capturar todos os negros e enviá-los imediatamente à África, numa revisão às avessas para as consequências do tráfico negreiro iniciado no século XVI.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/lazaro-ramos-estreia-na-direcao-teatral-com-peca-namibia-nao-3215220#ixzz1e0Yj57XK