Aldri Anunciação recebe Comenda do Mérito Cultural do Governo do Estado da Bahia

O ator, dramaturgo e produtor baiano Aldri Anunciação, autor de Namíbia, Não!, vencedor em Primeiro Lugar do Prêmio Jabuti de Literatura – Ficção Juvenil 2013 e idealizador da Mostra Nova Dramaturgia da Melanina Acentuada, será agraciado na noite de hoje, em cerimônia no Teatro Castro Alves, com a Comenda do Mérito Cultural – Categoria Júnior, oferecida pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia. A comenda foi criada este ano e irá premiar personalidades e instituições de destaque na cultura baiana em três categorias: Júnior, Sênior e Póstuma. Ao todo serão 30 personalidades e instituições homenageadas, sendo 10 em cada categoria.

Aldri Anunciação na noite de entrega do Prêmio Jabuti de Literatura – Ficção Juvenil em São Paulo em 2013. Aldri venceu em primeiro lugar e figura entre os poucos bainos laureados pelo prêmio mais tradicional da literatura brasileira em seus 55 anos de história. 

Aldri Anunciação participa de evento que debate documentário de Luiz Antônio Pilar em Salvador

O ator e dramaturgo baiano Aldri Anunciação, autor da premiada peça Namíbia, Não! e vencedor em Primeiro Lugar do Prêmio Jabuti de Literatura – Ficção para Jovens tornando-se o primeiro Negro a receber tal honraria com obra de ficção, estará neste dia 29 de setembro, a partir das 18h30 min participando do evento Cine-Teatro na Escola. O evento é uma promoção da Escola de Teatro da UFBA e acontece toda segunda-feira no Teatro Martim Gonçalves. Coordenado pela Profa. Dra. Célida Salume de Mendonça e pela Profa. Msa. Lilih Curi, o projeto de extensão exibe semanalmente filmes estabelecendo relações entre teatro e cinema.
Tem lugar na programação desta segunda-feira, o excelente documentário de Luiz Antônio Pilar “Em Quadro: A História de Quatro Negros nas Telas”.
Participam do debate com Aldri Anunciação a diretora teatral Fernanda Julia e a Profa. Dra. Evani Tavares.
O atividade tem entrada gratuita.

Serviço:

Onde: Teatro Martim Gonçalves – Escola de Teatro da UFBA – Canela – Salvador/BA
Quando: 29 de setembro, 18h30
Quanto: grátis

Yvonne Maggie comenta a peça na sua coluna no G1

Yvonne Maggie é colunista do Portal G1. Professora titular do Departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ e autora dos livros “Guerra de orixá”, editado pela Zahar, e “Medo do feitiço”, publicado pelo Arquivo Nacional. Coautora dos livros “Raça como retórica” e “Divisões perigosas”, ambos pela Civilização Brasileira. 


Ela viu Namíbia,Não! durante temporada no Oi Futuro Ipanema e escreveu o texto-comentário a seguir:


http://g1.globo.com/platb/yvonnemaggie/2011/12/09/%E2%80%9Cnamibia-nao%E2%80%9D/



Programa Almanaque

Será na madrugada de sábado para domingo a exibição da entrevista do Lázaro Ramos para o programa Almanaque, à meia-noite, na Globo News.
Para a apresentadora Mônica Sanches, Lázaro falou sobre seu novo longa-metragem, a reconhecida carreira de ator e sua estreia como diretor de Namíbia, Não!.
Madrugada de domingo, 4/dezembro, à meia-noite, na Globo News (a que nunca desliga) 😉

ver nota: http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2011/11/lazaro-ramos-ja-atuou-em-20-filmes-e-nao-perde-o-jeito-baiano.html

Estreia no Rio é capa do caderno de cultura do Jornal O Globo

RIO – Passava das quatro da manhã quando ele foi dormir. Acordou três horas depois, tomou a ponte aérea e aterrissou no Rio. Era terça-feira, véspera de feriado, seu aniversário de 33 anos. Com o filho de quatro meses aguardando em casa, Lázaro Ramos queria sossego.
– Daqui eu vou pra casa dormir. Ontem, um jornalista me perguntou sobre o filme novo e eu comecei a falar sobre a peça. Tá uma confusão danada…


Direto da pré-estreia do longa “Amanhã nunca mais”, de Tadeu Jungle, na última segunda-feira, em São Paulo, o ator emendava o trabalho para falar de “Namíbia, não!”, montagem que marca a sua estreia na direção teatral e toma o palco do Oi Futuro Ipanema a partir desta sexta-feira, às 21h.

– Dirigir teatro não é um planejamento de carreira, assim como ser escritor de livro e de peça infantis não foi um plano – diz Lázaro, autor do livro “A velha sentada” e da peça “Paparutas”. – Sou essencialmente um ator, mas há projetos em que me sinto mais útil como diretor ou exercitando meu olhar através de outra linguagem. Me ofereci para dirigir porque essa peça traz elementos que eu já venho trabalhando, uma maneira de tratar a questão racial com humor e pegada contemporânea.

Formado como ator pelo Bando de Teatro Olodum, nos anos 1990, grupo dirigido por Márcio Meirelles, e revelado ao país também sobre o palco, em “A máquina”, dirigida por João Falcão, Lázaro define sua faceta de diretor como uma fusão das duas vertentes que marcaram o início da sua carreira.
– O Bando de Teatro formou um ator-autor, opinativo, que tem aspirações a partir de reflexões sociais e políticas, assim como o João Falcão me despertou para um teatro lúdico. É aí que eu encontro a boa mistura.

Com 20 filmes, 15 peças e 15 novelas em 18 anos de carreira, Lázaro poderá ser visto nos cinemas na próxima sexta-feira, quando estreia “Amanhã nunca mais”. Até o fim do ano, ele chega também ao circuito europeu no longa angolano “O grande Kilapy”, de Zezé Gamboa (diretor de “O herói”, premiado em Sundance). E, ano que vem, começa a rodar o novo filme de Cacá Diegues, baseado em “O Grande Circo Místico”, poema de Jorge de Lima que virou musical com canções de Chico Buarque e Edu Lobo em 1983. Junto com o cinema e o teatro, Lázaro ainda volta aos estúdios na próxima terça-feira para gravar a oitava temporada do programa “Espelho”, do Canal Brasil. Projetos que o livram de um estado de “obsolescência artística”, como diz:
– Tenho medo de ficar obsoleto, de me ater a ideias definidas numa profissão que oferece tantas possibilidades. A pesquisa desse espetáculo e o filme fazem sentido para mim. Neles, não recorro ao que já sei fazer. Às vezes, o que você já sabe fazer não é o que de melhor um ator pode viver ou tem a oferecer. Por isso, eles são a minha fuga da obsolescência.

A experiência como ator, ele garante, trouxe desafios ao diretor:
– O primeiro é não imaginar o que eu faria em cena, mas sim usar o afeto para estimular o ator. Aprendi isso com o Karim (Aïnouz, diretor do filme “Madame Satã”, em que Lázaro viveu o protagonista, em 2002).

Escrita por Aldri Anunciação, que também atua na peça, ao lado de Flávio Bauraqui, “Namíbia, não!” conjuga dispositivos políticos e cômicos para abordar a situação dos afrodescendentes no Brasil olímpico do ano 2016. O texto trata de preconceito racial, mas toma como dominante o caminho da construção da identidade e da subjetividade dos personagens. A partir de uma carpintaria teatral que Lázaro usa como um paralelo de “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, um estudante de Direito e um advogado se escondem, na expectativa amedrontada de serem descobertos e expulsos do país. Crime, ilegalidade, contravenção… Nada disso. O contexto imaginado por Aldri avança quando o advogado decide processar o Estado, exigindo uma contrapartida financeira pelos crimes históricos cometidos contra os negros.

– O Aldri tomou como base valores estipulados em medidas para compensar judeus e japoneses (pelas perdas na Segunda Guerra). Mas o governo conclui que a reparação financeira é inviável e resolve capturar todos os negros e enviá-los imediatamente à África, numa revisão às avessas para as consequências do tráfico negreiro iniciado no século XVI.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/lazaro-ramos-estreia-na-direcao-teatral-com-peca-namibia-nao-3215220#ixzz1e0Yj57XK