Back to the roots? Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação na visão do Prof. Dr. Henry Thorau

Back to the roots? Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação.

Segue o link para o artigo do Prof. Dr. Henry Thorau (Doutor em Cultura Brasileira da Trier Universität – DE) publicado na revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea.

http://periodicos.bce.unb.br/index.php/estudos/article/view/10770/7765

“Os dois protagonistas Antônio e André não são outcasts, não são “dois perdidos numa noite suja” (Plínio Marcos), não são “capitães de areia” (Jorge Amado), não têm nenhum “manual prático do ódio” (Ferréz) debaixo do braço. Eles não precisam de rituais que ataquem a cultura burguesa, não têm uma mentalidade suburbana, mas urbana, não se gabam de um linguajar próprio, não representam o “código restringido”, mas se articulam no “código elaborado”. A ação não se passa na periferia, mas sim no centro social e cultural.

A peça evita, consequentemente, elementos folclóricos do morro, do afrossincretismo, do carnaval, mas também não entra no campo da sexual otherness, de certas construções de virilidade e de feminilidade. Ela não se define dentro do esquema da alteridade e da diferença cultural. Ao contrário. Os dois protagonistas funcionam perfeitamente na sociedade, eles representam a normalidade. A diferença se reduz unicamente à cor. A cor é o crime! Esse fato real-simbólico aumenta o medo dos antagonistas, que define a ameaça para o sistema estabelecido.

E é exatamente isso o que torna a peça tão inquietaste.” (THORAU, p. 243)

Você já leu “NAMÍBIA, NÃO! “????



PRIMEIRA EDIÇÃO QUASE ESGOTADA. ALGUNS EXEMPLARES AINDA PODEM SER ADQUIRIDOS NO LINK ABAIXO.

– Vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Juvenil em 2013.
– Segundo o Prof. Dr. Henry Thorau (Universidade de Trier – Alemanha) que traduziu Boal e Nelson Rodrigues para o Alemão, “Namíbia, Não! é um marco no teatro político brasileiro. Aldri (o autor) criou um novo paradigma na dramaturgia no Brasil.”

O livro ainda pode ser comprado através deste link.

Namíbia, Não! de volta à Salvador para duas ÚNICAS apresentações no Teatro do SESC/SENAC Pelourinho.
27/03 (19h) e 28/03 (19h30)
Viva o Teatro! Viva o Circo!
É de GRAÇA!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Teatro Brasileiro e Negro é premiado em mais tradicional prêmio literário nacional

Aldri Anunciação na cerimônia de entrega do
Prêmio Jabuti em São Paulo.

Na noite de ontem durante a cerimônia de entrega do Prêmio Jabuti 2013 na Camara do Livro em São Paulo, aconteceu uma festa paralela para o teatro brasileiro e para a literatura negra brasileira. Estava em primeiro lugar na categoria Literatura Juvenil e podendo receber a menção de Livro do Ano (que foi oferecida a Luis Fernando Veríssimo) o ator e dramaturgo baiano Aldri Anunciação, autor, ator, idealizador e produtor de Namíbia, Não!

Namíbia, Não! que recebeu versão para o teatro em 2011 sob direção de Lázaro Ramos, tornou-se um grande sucesso do teatro brasileiro e vem colecionando prêmios e críticas. Em 2011 recebeu o prêmio FAPEX/UFBA de Dramaturgia em Salvador e em 2012 foi agraciado com o Troféu Braskem de Teatro em Salvador. Barbara Heliodora, temida crítica do teatro brasileiro, disse ao assistir Namíbia no Rio de Janeiro: “Grata contribuição à dramaturgia brasileira e com certeza faz pensar”. O crítico e pesquisador alemão Prof. Dr. Henry Thorau em leitura cênica do texto promovida no Lateinamerika Institut da Freie Universität Berlin disse: “Mesmo que Aldri não escreva nenhuma outra obra, ele marcou a história da dramaturgia política no Brasil e inaugurou um novo paradigma.”
Parece que Aldri Anunciação acredita que seu texto precisa chegar ao público por várias vias. A versão no palco estimula a leitura do livro que trás mais cenas e todos os textos cortados na adaptação para o teatro. Ao contrário, a literatura pode estimular a ida ao teatro sendo que sua preocupação está sempre em levar os jovens a buscarem fruir algum tipo de arte. Dentro desta perspectiva o premiado autor demonstra acreditar em ações que agregam pensamentos e que tenham força dialética. Esta visão é levada para as questões referentes a condição do negro no Brasil, ao teatro, ao cinema, à política e à qualquer outra instância social possível.  
Isto ficou evidente quando Aldri idealizou e realizou em 2013 a Mostra Nova Dramaturgia da Melanina Acentuada que venceu o edital de Ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet – FUNARTE/SP e deu foco ao debate sobre a autoria do negro na dramaturgia brasileira. Apesar de ser branco, fiz parte deste projeto que reuniu artistas, críticos e pesquisadores para debaterem a temática. Ficou claro no evento que há uma grande demanda de autoria, mas que não tem visibilidade devido a dificuldade em publicar os livros. Como bem frisou o escritor, pesquisador e ativista paulista CUTI em sua palestra sobre a adaptação de textos literários na dramaturgia negra, “somente os clássicos são adaptados para o teatro. O que é um clássico? É uma obra reconhecida pelos seus pares como tal e oficializada através do mercado editorial, da crítica, da Academia Brasileira de Letras, da Camara Brasileira do Livro, ou seja, pelos meios oficiais (…)”. Dessa forma, fica evidente a necessidade de abrir o mercado editorial brasileiro para que jovens autores negros possam ter seus materiais publicados e distribuídos nacionalmente.
Independente do pertencimento do autor a determinada etnia, a premiação de Aldri representa uma possibilidade de ressurgimento da dramaturgia brasileira e, por que não dizer, de um teatro brasileiro. A cena nacional contemporânea conformou-se com a reprodução de tendências e modelos teatrais e performáticos europeus, o mercado é invadido pelos musicais norte-americanos e quando algo com matrizes da cultura brasileira é esboçado cai com raríssimas excessões na folclorização, na exaltação dos estereótipos ou num amadorismo que demonstra a falta de conhecimentos básicos da engenharia cênica que sustenta um espetáculo. O público desiste de comparecer e os artistas fazem teatro para si mesmos e seu grupo de amigos próximos. O sucesso de Namíbia, Não! está no fato de o autor abordar uma temática que parece ter sido já tão discutida, sem cair nas armadilhas que ela oferece. Não copia modelos estéticos e estilísticos, mas, mistura todos eles hibridizando inúmeras referências sem medo. Inverte a expectativa do espectador, que vai a uma peça de teatro com temática negra esperando histórias de navio negreiro, uma família de negros pobres em uma comunidade marginalizada qualquer, lamentações e acusações agressivas, e o coloca diante de dois personagens de classe média alta, muito bem instruídos, que discutem de maneira inteligente e complexa questões de identidade, pertencimento e leis sem nem sequer tocar no tema racismo que se explicita apenas na percepção do espectador. Para completar, insere tudo isto num contexto de comédia com pitadas de drama e muita dialética. Ou seja, estamos falando de um clássico da dramaturgia brasileira que apresentou novos paradigmas para qualquer um que pense em fazer teatro com discussão política no Brasil.
Parabéns Aldri Anunciação, parabéns ao Teatro Brasileiro e Parabéns ao Teatro e Literatura de Autoria Negra no Brasil.
Por Leonel Henckes
Doutorando em Artes Cênicas PPGAC/UFBA e Freie Universität Berlin

Aldri Anunciação ao vivo pela CBN Salvador

Hoje, 07/11 às 13:30 o vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura, autor de Namíbia, Não! vai estar no ar ao vivo na Rádio CBN – Salvador 91,3 FM, respondendo perguntas de espectadores sobre o fato de ter recebido o Prêmio Jabuti de Literatura Nacional.

O programa vai de 13:30 às 15:30 e os ouvites podem participar enviando as perguntas via torpedo da seguinte forma:



    Aldri Anunciação conquista o Prêmio Jabuti de Literatura 2013, categoria Juvenil, pelo livro Namíbia,não!

    Aldri Anunciação, foto by Ricardo Simões

    Aldri Anunciação, com o seu livro Namibia Não!, é o vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura 2013, categoria Juvenil. O resultado da 55ª Edição do Prêmio Jabuti foi divulgado hoje (17/10) e a cerimônia de entrega será realizada em São Paulo, dia 13 de novembro de 2013.

    O Prêmio Jabuti de Literatura, um dos mais tradicionais da literatura no Brasil, contempla 27 categorias que vão de tradução e design gráfico de livros a temáticas específicas. Ao todo, foram avaliadas mais de 2 mil obras publicadas em 2012. No caso de Aldri Anunciação, a indicação (e agora premiação) foi para a categoria Literatura Juvenil, que considera o conteúdo da obra. Os critérios de avaliação na categoria em questão são: 1) construção de personagem e trama 2) ajuste para a idade a que se destina e 3) originalidade da ideia.

    O livro foi oficialmente lançado na Bahia em março de 2012, após ganhar o Prêmio Braskem de Teatro 2011 de Melhor Texto. A obra foi adaptada para os palcos e contou com a direção de Lázaro Ramos, em estreia movimentada, em março de 2011, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, na Bahia. Vale lembrar que em dezembro de 2012, através de votação popular, o Portal R7 considerou este o Melhor Texto de Teatro do ano também.

    Os melaninas acentuadas estão arrebentando! Desde a primeira lista dos indicados ao Prêmio Jabuti, Namíbia, Não! – o livro – foi simplesmente o mais votado. Para o resultado final todos os pontos foram zerados e os 10 indicados passaram por nova votação, na qual Namíbia, Não! e Aldri Anunciação sairam vencedores.

    Namíbia, Não! Livro – Foto: Felipe Cartaxo

    Em novembro deste ano será publicada a versão em alemão pela editora FischerTheater Verlag, com tradução do renomado pesquisador e brasilianista Henry Thorau (tradutor responsável, do português para o alemão, pelas obras de Nelson Rodrigues)

    http://www.premiojabuti.com.br/resultado-vencedores-2013

    Texto: Aleksandra Pinheiro/Comunika Press

    Namíbia, Não! Sustentabilidade, Sim!

    Responsável pela ONG Doe Seu Lixo despejando os canhotos
    na esteira de triagem.

    Que sustentantabildade, reciclagem e meio-ambiente são temas importantes nas pautas futuras e presentes todos nós sabemos. O aumento populacional do planeta e o ritmo de consumo e descarte cada vez mais acelerado inviabilizam a sobrevivência do planeta a longo prazo.
    Se cada um fizer a sua parte, pode-se reduzir um pouco estes impactos. Como diz aquele velho ditado: “se quiser mudar o mundo, comece com o seu bairro, a sua rua, a sua escola.”
    A produção artística, assim como qualquer outro empreendimento, utiliza muito material de variados tipos (papeis, plásticos, isopor, tecidos e etc). Quando são impressos 20 mil panfletos, por exemplo, não paramos para pensar que isto significa muito papel que rapidamente vira lixo após passar pela mão do público.

    Pensando nisto, Namíbia, Não! vem inovando com ações que visam reduzir os impactos ambientais e promover sustentabilidade. São ações simples, como a recentemente realizada no Rio de Janeiro, durante a temporada carioca no Teatro Candido Mendes, que foi de julho a setembro de 2013 e foi prorrogada até o próximo dia 06 de outubro. A temporada contou com o patrocínio de FURNAS.
    Em contato com a ONG Doe Seu Lixo, cooperativa de reciclagem apoiada por Isabel Filardis, o produtor executivo da peça no Rio de Janeiro Tom Borges, fez a entrega dos canhotos dos ingressos recolhidos no Candido Mendes. Na foto acima, o responsável pela ONG, Cleber Messias, despenca o material na esteira de triagem.
    Certamente essa parceria irá se repetir em projetos futuros. Agradecemos a ONG Doe Seu Lixo pela parceria. Namíbia, Não! Sustentabilidade, Sim!



    Aldri Anunciação e seu livro Namibia Nao estão na primeira lista de indicados à 55ª edição do Prêmio Jabuti, categoria Juvenil.

    Foto: Felipe Cartaxo

    Aldri Anunciação e seu livro Namibia Nao estão na primeira lista de indicados à 55ª edição do Prêmio Jabuti, categoria Juvenil.
    A 2ª e última etapa das indicações acontecerá dia 17 de outubro e os vencedores serão divulgados 13 de novembro.

    O livro foi oficialmente lançado na Bahia em março de 2012, após ganhar o Prêmio Braskem de Teatro 2011 de Melhor Texto. A obra foi adaptada para os palcos e contou com a direção de Lázaro Ramos, em estreia movimentada, ocorrida na Sala do Coro do TCA, na Bahia, em março de 2011. Vale lembrar que em dezembro de 2012, através de votação popular, o Portal R7 considerou este o Melhor Texto de Teatro do ano também.

    Os melaninas acentuadas estão arrebentando! Para essa primeira lista dos indicados ao Prêmio Jabuti, Namíbia,não! – o livro – foi simplesmente o mais votado. Ficamos na torcida.

    Em novembro deste ano será publicada a versão em alemão pela editora FischerTheater Verlag com tradução do renomado pesquisador e brasilianista Henry Thorau.

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/09/1343640-premio-jabuti-anuncia-livros-finalistas-da-primeira-etapa-veja-lista.shtml

    Texto: Alessandra Pinheiro/Comunika Press